Copasa mudou de mãos e faz promessas: "...permanecem como prioridades da Copasa a ampliação da eficiência operacional, o fortalecimento da infraestrutura, a qualidade dos serviços prestados e o cumprimento das metas regulatórias do setor"
Terça 16/06/26 - 12h3712h36m, terça-feira, da Agência Minas:
Governo de Minas conclui processo de desestatização da Copasa e abre novo ciclo para o saneamento
Operação movimentou R$ 8,3 bilhões e marca o início de uma nova fase para a companhia, com a previsão de mais investimentos e aprimoramento dos serviços prestados
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, conduziu, nesta terça-feira (16/6), na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, a cerimônia de toque de campainha que marcou a conclusão do processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
A operação representa uma nova etapa para a companhia, com foco na ampliação da capacidade de investimentos e na expansão dos serviços de saneamento no estado, em alinhamento ao Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), que prevê a universalização dos serviços de água e esgoto no país até o final de 2033.
A oferta pública movimentou R$ 8,38 bilhões, com preço final de R$ 49,03 por ação. Ao todo, foram comercializadas ações ordinárias correspondentes a 45% do capital social da companhia.
Com a conclusão do processo, o Grupo Equatorial passou a deter 30% do capital total da Copasa, em uma operação que movimentou R$ 5,59 bilhões. Investidores institucionais ficaram com 10,5% do capital da companhia, em um volume financeiro de R$ 1,96 bilhão, enquanto investidores de varejo passaram a deter 4,5% do capital social, com movimentação de R$ 838,9 milhões.
O Estado de Minas Gerais manteve participação de 5%, preservando uma ação especial de classe diferenciada, conhecida como golden share, que garante poder de veto ao estado em decisões estratégicas relacionadas à empresa. Além disso, na nova configuração, o Estado de Minas Gerais firmou acordo de acionistas com o Grupo Equatorial, estabelecendo regras de governança e acompanhamento estratégico da empresa.
"É uma operação de extremo sucesso do ponto de vista de mercado financeiro. A companhia foi vendida por 380% a mais do valor que ela tinha na véspera das eleições de 2018. E é uma operação que se faz, essencialmente, na busca da garantia da universalização de água e esgoto para mais de 600 municípios pela Copasa no estado de Minas Gerais", disse o governador Mateus Simões.
O chefe do Executivo mineiro também reforçou que os serviços prestados à população seguem normalmente, incluindo a definicão sobre tarifas, sem qualquer alteração na operação da companhia. Dessa forma, permanecem preservados os instrumentos regulatórios e de fiscalização do setor, exercidos pelos órgãos competentes, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o estado.
"Importante lembrar que não há riscos para tarifas porque as tarifas continuam controladas pela agência reguladora (Arsae-MG). Ou seja, não há nenhuma alteração na formação do preço da conta que chega a cada um dos mineiros. Além disso, todos os municípios terão até setembro para fazer a adesão à nova Copasa. E quero lembrar uma coisa importante. Uma criança que nasce em uma comunidade onde há saneamento básico tem expectativa de vida oito anos maior do que aquela que nasce em uma comunidade sem saneamento. É essa melhoria que estamos promovendo com essa operação", completou o governador.
Modelagem
A desestatização foi estruturada ao longo dos últimos meses, envolvendo estudos técnicos, modelagem societária, procedimentos regulatórios e articulações institucionais voltadas à construção de um modelo capaz de ampliar a capacidade de investimento da companhia e contribuir para os desafios de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário previstos pelo Novo Marco Legal do Saneamento.
O novo modelo também refletiu a valorização da companhia no mercado de capitais, consolidando a trajetória de fortalecimento da Copasa e ampliando sua atratividade para investidores.
Para a presidente da Copasa, Marília Melo, o apoio dos municípios foi fundamental para garantir o sucesso da operação. "Esse novo capítulo da Copasa representa uma grande oportunidade para seguir avançando na profissionalização da nossa gestão. Faço, ainda, um reconhecimento aos municípios mineiros, parceiros fundamentais dessa nova etapa", afirmou.
Já a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa, ressaltou que a conclusão do processo de desestatização reforça o compromisso da atual gestão com investimentos a médio e longo prazo na área de saneamento.
"O sucesso dessa operação reflete o compromisso do governo não só com o Marco do Saneamento, mas com o desenvolvimento econômico e social. E que será marcado, principalmente, pelos importantes investimentos que serão feitos nesse processo construído até aqui. É um marco que vai produzir a melhoria da qualidade de vida dos mineiros", avaliou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.
Também participaram da cerimônia a secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), Silvia Listgarten, a secretária de Estado de Comunicação Social (Secom), Cássia Ximenes, e o secretário de Estado Adjunto de Fazenda (SEF/MG), Fábio Amaral.
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13h16m, terça-feira, da Copasa:
Copasa inicia novo ciclo após conclusão do processo de desestatização
Nova estrutura acionária marca início de um novo ciclo para a companhia, com foco em execução, eficiência e compromisso com a prestação dos serviços
Foi concluído, nesta terça-feira (16/06), o processo de desestatização da Copasa, encerrando uma etapa de reorganização societária da companhia conduzida no âmbito da operação aprovada pelo Estado de Minas Gerais. A conclusão da operação marca o início de uma nova etapa para a empresa, que seguirá atuando com foco na prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, mantendo sua experiência operacional, presença territorial e compromisso histórico com os mineiros.
Durante seu pronunciamento na B3, em São Paulo, a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, destacou que este é um marco importante na trajetória da instituição, encerrando uma etapa que exigiu extrema capacidade técnica, responsabilidade e um sólido trabalho coletivo.
Segundo a executiva, a companhia inicia essa jornada comemorativa de avanço totalmente preparada para o futuro, reforçando que o novo ciclo valoriza diretamente a dedicação diária de cada trabalhador e garante que a ação integrada preserve a identidade e a excelência construídas pelo corpo técnico.
“Quero dizer que estamos preparados para esta nova jornada. Todo esse processo demonstra que estamos no caminho certo, construindo uma empresa sólida, transparente e preparada para o desenvolvimento do futuro, o de honrar o nosso compromisso inegociável com a universalização do saneamento e ampliar a qualidade do atendimento prestado a todos os nossos clientes de Minas Gerais”, enfatizou a presidente.
A consolidação desse novo modelo de governança foi celebrada em São Paulo durante a sessão solene na Bolsa de Valores (B3), contando com a participação do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, e da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Batista.
A articulação do governo estadual ao lado do CEO do Grupo Equatorial Energia, Augusto Miranda da Paz, chancelou a entrada da Gerais Saneamento S.A. como parceira estratégica na operação, consolidando o alinhamento entre o poder público, a atração de capital privado e as diretrizes de desenvolvimento econômico para o estado.
Ao longo de todo o processo, a companhia contou com a atuação integrada de suas equipes, áreas operacionais e estruturas de governança responsáveis pela execução das diferentes etapas da operação.
O resultado consolida uma nova estrutura acionária em que o investidor de referência, Gerais Saneamento S.A. (Grupo Equatorial), passa a deter 30% do capital social da companhia, observadas as condições previstas nos documentos da operação e nos instrumentos de governança aplicáveis.
A presidente Marília Carvalho de Melo ressaltou ainda que o propósito e os serviços prestados pela Copasa continuarão sendo executados com base no profundo conhecimento técnico dos colaboradores, que são os verdadeiros responsáveis por entregar infraestrutura essencial à população. Em sua visão, começa agora um novo momento para a companhia, com foco total em execução, qualidade dos serviços e compromisso com os milhões de mineiros atendidos nos municípios integrados à rede de atendimento.
Com a conclusão da operação, permanecem como prioridades da Copasa a ampliação da eficiência operacional, o fortalecimento da infraestrutura, a qualidade dos serviços prestados e o cumprimento das metas regulatórias do setor. O setor de saneamento brasileiro atravessa um momento de transformação impulsionado pelas metas nacionais de universalização dos serviços, contexto no qual a Copasa inicia este novo ciclo reafirmando o seu propósito de continuar contribuindo ativamente para o desenvolvimento social e econômico de Minas Gerais.
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Resumo:
A Copasa concluiu o processo de desestatização e inicia um novo ciclo com participação de investidor privado e foco na ampliação dos serviços de saneamento em Minas Gerais.
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16h31m, terça-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Recurso com venda da Copasa será investido em ao menos 190 obras de infraestrutura
Privatização, oficializada nesta terça-feira (16/6), gerou R$ 8,38 bilhões ao governo
Isabela Abalen
Os recursos arrecadados com a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) já têm destino previsto na área de infraestrutura do estado. O vice-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), Anderson Tavares Abras, informou a O TEMPO, nesta terça-feira (16/6), que ao menos 190 obras e empreendimentos de engenharia foram identificados nos últimos meses para receber os investimentos obtidos com a venda da estatal. O processo de privatização foi concluído nesta terça-feira na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, com a comercialização de 45% do capital social da Copasa, movimentando R$ 8,38 bilhões.
A informação foi apresentada durante o encontro "Infraestrutura 2027-2030: Investimentos e Desafios", promovido pela empresa Orguel com apoio do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), na avenida Raja Gabaglia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A programação contou com gestores públicos dos âmbitos municipal, estadual e federal, além de empresários e especialistas das áreas de engenharia, mobilidade e logística.
De acordo com Anderson Tavares Abras, durante o programa Governo Presente, em que o governador Mateus Simões (PSD) tem percorrido 19 cidades-polo de Minas Gerais entre março e junho, reuniões têm sido realizadas com representantes municipais para levantar demandas de infraestrutura, como construção de pontes, pavimentação de rodovias e melhorias em acessos viários.
"É um compromisso do governador Mateus Simões que, com a venda da Copasa, os recursos sejam investidos em infraestrutura. Então, o governador tem se deslocado pelas 10 macrorregiões do estado e tem pactuado obras importantes, estruturantes, para o desenvolvimento dessas regiões. É um planejamento para os próximos anos, a partir de 2026, 2027 e 2028, considerando os recursos que virão dessa venda", comentou o vice-diretor do DER.
Até o momento, ao menos 190 obras já foram elencadas, com investimento da ordem de R$ 8 bilhões, praticamente o limite do valor arrecadado com a venda da Copasa nesta terça-feira. Com a conclusão do processo de privatização da companhia, foram vendidos 45% do capital social da empresa que estava sob controle do governo de Minas Gerais. Além do Grupo Equatorial, que se tornou o investidor de referência ao adquirir 30% das ações da estatal, investidores estrangeiros e de varejo também compraram participações na companhia.
Evento apresentou panorama e inovações na área
O evento "Infraestrutura 2027-2030", além de traçar um panorama do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal, também destacou inovações na área possibilitadas pelos avanços tecnológicos. A Orguel, empresa especializada em locação de equipamentos e soluções para os setores de infraestrutura, construção e indústria, apresentou, por exemplo, o sistema QuikDeck para manutenção de pontes — um dos desafios do setor, já que o país não conta com uma política pública consistente voltada à conservação dessas estruturas.
Na prática, o QuikDeck substitui os andaimes convencionais por uma plataforma suspensa e modular. A estrutura é montada em balanço, sem apoio no solo, e sustentada por correntes de alta resistência, o que mantém livre a área de circulação sob a plataforma. Com isso, a manutenção de pontes pode ser realizada sem a necessidade de interromper o trânsito na via abaixo.
Segundo a Orguel, o QuikDeck forma uma superfície estável, plana e rígida, proporcionando mais segurança tanto na montagem quanto na utilização do sistema pelos trabalhadores durante a execução da obra.
"O QuikDeck é um equipamento desenvolvido nos Estados Unidos por meio de uma parceria entre a indústria e empresas do setor. É uma solução que tem trazido muitos ganhos de produtividade e reduzido a complexidade das manutenções e inspeções de pontes. Por isso, é tão importante trazer esse equipamento para que o público o conheça. Estamos com esse equipamento no Brasil há 15 anos, mas é impressionante que muita gente ainda não o conheça", afirmou Sérgio Guerra, CEO da Orguel.
Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o Brasil possui mais de 113 mil pontes. O CEO da Orguel, Sérgio Guerra, destaca que a manutenção e o aumento da segurança dessas estruturas podem ser impulsionados por soluções inovadoras desenvolvidas e apresentadas pelas empresas do setor. "Já existem técnicas, métodos, equipamentos apropriados que facilitam e viabilizam essas manutenções. E esse evento hoje é exatamente sobre essa troca de informações", acrescentou.


